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31/10/2020 19h13
Dia do Saci: 31 de outubro é Dia do Saci (Pererê). Valorize a cultura popular brasileira.

 

Hoje, 31 de outubro (de 2020), é Dia do Saci (Pererê). Valorize a cultura popular brasileira.

 

 

 

 

 


Publicado por Francisca Miriam em 31/10/2020 às 19h13
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Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
 
31/10/2020 18h36
31 de outubro: Dia do Saci (Valorize a cultura popular brasileira)

 

Hoje, 31 de outubro, também é Dia do Saci (Pererê). Valorize a cultura popular brasileira.

 

 

 


Publicado por Francisca Miriam em 31/10/2020 às 18h36
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31/10/2020 18h13
31 de outubro é o Dia Nacional da Poesia

 

Hoje, 31 de outubro, comemora-se o Dia Nacional da Poesia!!! A data é alusiva ao nascimento do poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade, considerado por muitos como o mais influente literato brasileiro no século XX e autor do que também é considerado por grande parte da crítica especializada como o melhor poema brasileiro de todos os tempos: "A Máquina do Mundo".

A Máquina do Mundo

                                         Carlos Drummond de Andrade

 

E como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco

se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas

lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,

a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.

Abriu-se majestosa e circunspecta,
sem emitir um som que fosse impuro
nem um clarão maior que o tolerável

pelas pupilas gastas na inspeção
contínua e dolorosa do deserto,
e pela mente exausta de mentar

toda uma realidade que transcende
a própria imagem sua debuxada
no rosto do mistério, nos abismos.

Abriu-se em calma pura, e convidando
quantos sentidos e intuições restavam
a quem de os ter usado os já perdera

e nem desejaria recobrá-los,
se em vão e para sempre repetimos
os mesmos sem roteiro tristes périplos,

convidando-os a todos, em coorte,
a se aplicarem sobre o pasto inédito
da natureza mítica das coisas,

assim me disse, embora voz alguma
ou sopro ou eco ou simples percussão
atestasse que alguém, sobre a montanha,

a outro alguém, noturno e miserável,
em colóquio se estava dirigindo:
"O que procuraste em ti ou fora de

teu ser restrito e nunca se mostrou,
mesmo afetando dar-se ou se rendendo,
e a cada instante mais se retraindo,

olha, repara, ausculta: essa riqueza
sobrante a toda pérola, essa ciência
sublime e formidável, mas hermética,

essa total explicação da vida,
esse nexo primeiro e singular,
que nem concebes mais, pois tão esquivo

se revelou ante a pesquisa ardente
em que te consumiste... vê, contempla,
abre teu peito para agasalhá-lo."

As mais soberbas pontes e edifícios,
o que nas oficinas se elabora,
o que pensado foi e logo atinge

distância superior ao pensamento,
os recursos da terra dominados,
e as paixões e os impulsos e os tormentos

e tudo que define o ser terrestre
ou se prolonga até nos animais
e chega às plantas para se embeber

no sono rancoroso dos minérios,
dá volta ao mundo e torna a se engolfar
na estranha ordem geométrica de tudo,

e o absurdo original e seus enigmas,
suas verdades altas mais que tantos
monumentos erguidos à verdade;

e a memória dos deuses, e o solene
sentimento de morte, que floresce
no caule da existência mais gloriosa,

tudo se apresentou nesse relance
e me chamou para seu reino augusto,
afinal submetido à vista humana.

Mas, como eu relutasse em responder
a tal apelo assim maravilhoso,
pois a fé se abrandara, e mesmo o anseio,

a esperança mais mínima — esse anelo
de ver desvanecida a treva espessa
que entre os raios do sol inda se filtra;

como defuntas crenças convocadas
presto e fremente não se produzissem
a de novo tingir a neutra face

que vou pelos caminhos demonstrando,
e como se outro ser, não mais aquele
habitante de mim há tantos anos,

passasse a comandar minha vontade
que, já de si volúvel, se cerrava
semelhante a essas flores reticentes

em si mesmas abertas e fechadas;
como se um dom tardio já não fora
apetecível, antes despiciendo,

baixei os olhos, incurioso, lasso,
desdenhando colher a coisa oferta
que se abria gratuita a meu engenho.

A treva mais estrita já pousara
sobre a estrada de Minas, pedregosa,
e a máquina do mundo, repelida,

se foi miudamente recompondo,
enquanto eu, avaliando o que perdera,
seguia vagaroso, de mãos pensas.

 

Carlos Drummond de Andrade in Claro Enigma. Editora Record, 1951.

 

             Fonte:   http://www.algumapoesia.com.br/drummond/drummond40.htm

Feliz Dia Nacional da Poesia (31 de outubro) !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!   

 

 


Publicado por Francisca Miriam em 31/10/2020 às 18h13
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30/10/2020 13h13
Novo livro de Francisca Miriam: "Safra Poética"

 

Boa tarde!

 

Hoje, 30 de outubro (de 2020), agora, neste exato instante das 13h13min, inicia-se a publicação dos textos do novo livro da escritora e poetisa piauiense Francisca Miriam, obra intitulada "Safra Poética".

 

Acompanhe(m) as publicações. Grata.

 

 


Publicado por Francisca Miriam em 30/10/2020 às 13h13
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20/10/2020 05h13
Dia do Poeta - 20 de outubro, no Brasil

Hoje, 20 de outubro, é comemorado, no Brasil, o Dia do Poeta. Parabéns a todos os bons Poetas e Poetisas!!!!!!!!!


Publicado por Francisca Miriam em 20/10/2020 às 05h13
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