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DOIS ANOS SEM ARIMATHÉA







DOIS ANOS SEM ARIMATHÉA

- Delci Maria Tito –


             Na certeza de que esse tempo me fez suficientemente capaz de expressar o que sinto com a separação permitida por Deus, confesso que jamais me senti tão só, apesar de cercada de amigos e filhas queridas. A verdade é que Deus une o homem e a mulher para viverem uma só pessoa, um só pensamento, uma vida conjunta em todos os aspectos. Foi o que vivi durante 25 anos com Arimathéa, essa união a dois dividindo todos os momentos alegres e tristes. Sentia-me segura, amada, admirada e sobretudo feliz por ser esposa, amiga, amante e companheira de um homem que não tenho palavras para dizer o que representou na minha vida. Só o fato de ser sua esposa era suficiente.

             Com esse movimento feminista, as mulheres têm medo de perder a sua identidade, de se tornarem anuladas (como ouvi de muitas) através de seus maridos. Digo-lhes, portanto, que fazia eu questão de ser identificada como Sra. A. Tito Filho e nunca me senti anulada, em momento algum. Essa situação só me trazia felicidade e orgulho. Gostaria que hoje ele estivesse vivo para continuarmos com os nossos planos, com a nossa jornada de apoio moral e espiritual às nossas filhas e podermos continuar com a criação dos nossos netos. Infelizmente a ele não foi permitido conhecer o nosso primeiro netinho Itamar Filho Tito Fernandes.

             Continuo sentindo sua presença em todos os cantos da casa e em todos os lugares em que estou presente, amando-o como sempre, com aquele amor crescente através das nossas filhas, neto e amigos que não me deixam esquecer um só momento. Considero-me uma pessoa realizada e essa realização se deve ao meu inesquecível Arimathéa  a quem  com muito orgulho, devo a identidade de esposa, companheira e viúva.



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Do livro “Mensagens para A. Tito Filho”, Edição da autora, Teresina, 1997, páginas 22 e 23.

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Francisca Miriam
Enviado por Francisca Miriam em 28/07/2011
Alterado em 28/07/2011
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